leonino   
      

Brincadeiras de outro dia.
Correndo, correndo, correndo.
Pelas ruas, vamos, vamos?

Doces de outra vez.
Beijos, as pedras íngrimes e os urubus.
Até a ponta do outro lado, vamos, vamos?

Desenhos de outros tempos.
Poemas, músicas loucas e as cervejas.
No centro da cidade, o sol na cabeça, vamos procurar os livros, vamos, vamos?

O sono repentino. Pára tudo.

O paredão de pedra, as cavernas, as ruas da cidade.
Solfejos, pianos, cachoeiras e arrogância.
Ver o pôr-do-sol, conhecer a Europa, vamos, vamos?

Os vôos, a política russa e os fogos de artíficio.
Dividir conhecimentos, aprender ou ensinar.
Até o fim da vida, um filho no mundo, um plano de vôo, um pião.

O mundo virado, um irmão.
Não menos que o outro. Não mais do que as outras.
Sim, único.

Sempre assim,
correndo, correndo, correndo
Pelas vidas e avenidas, vamos, vamos?

Conceição do Mato Dentro 28/07/01
Jean Boëchat


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