novo um   
      

Me soltar.
Ponto de partida: solidão.
No céu claro, de dia ou noite, está lá.
Invento, inverto sentimentos e vou.

Em mim, o sonho.

A estrada, as armas, o embarque.
Sobretudo ir, sempre.

No novo, a passagem.
Lembrando pessoas, amores, esquecimentos, melodias.

O Sol nas costas, a poeira,
depois de uma ponte pequena, um só rio, entre dentes.

Adormeço lentamente.
Acorde de sopetão, dissonante. Fortíssimo.

Trago outro arranjo, outra vida.

Livre, depois das pedras, vou compor sinfonias.

Conceição do Mato Dentro 28/07/01
Jean Boëchat


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