belle   
      

Me encomende a poesia,
E me peça que não protele.

Minha arte é Sol de dia,
Sem Lua, noite que revele.

Olho à frente e atrás de leve,
vejo a mão de quem pedia.

Minha dor é parte entregue,
de tristeza que não via.

Calma. Muita calma nessa hora.

Será que é sorte? Será, não sei.
Ao certo, somente confusões.

Confusões de liquidificador.

Está aqui tal verso simples,
do poema que queria.

Breve toque.
Quente e fria.

SP 28/04/01
Jean Boëchat




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