Todo mundo fala, todo mundo avisa:
- Sai de perto desse sonho, menino!
Todo mundo aplaude, todo mundo grita:
- Larga essas flores perdidas!
Todo mundo canta, todo mundo apita.
Mas você não escuta.
E segue a sentir o cheiro da beleza.
Olha apenas o bolor das ondas.
Todo mundo. E você não ouve uma palavra.
Não apreende.
Nem a maresia.
Todo mundo insiste.
- Que saco.
SP 27/03/01
Jean Boëchat
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