a mesma de sempre   
      

sempre a mesma
ladainha rotineira
abrindo a roda
cantando o jogo

a mesma sempre
lisa bagaceira
embrigando a vida
entornando vozes

sempre a mesma
embaraçosa fogueira
revirando olhos
amarrando mãos

é sempre assim:
a mesma.

e o que importa?

seja assim:
igual, mas diferente,
como nuvem, chuva ou rio.
para enfim, molhar.

SP 24/08/04
Jean Boëchat


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