releitura   
      

deitado no sotão
acima só céu

um jardim de galáxias
cada estrela uma flor
junto constelações em buquês
guardados num tempo só

...

cabeça no chão
braços abertos

tento alcançar
cada vez mais longe
correnteza levou
todos os sais
ventania passou
todos anéis

...

olhos despertos
para reler toda fábula escrita no vidro

embriagado de poesia,
eu choro baixinho, sorrindo.
só eu mesmo.

SP 22/11/01
Jean Boëchat


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