ipanemadrugada   
      

Encontrá-la com olhar fixo no mar.

Ipanema de noite, chove e o Rio parece um corpo morto.
Não há pessoas, só fantasmas de ruas.

Posto 8 e 1/2 e ela de joelhos na areia. Olhar fixo no mar.

Ele passeia a sua volta, camisa entre-aberta,
um cigarro quase apagado na mão e uma certa tensão no ar.

A areia fica muito pesada nesses dias de muita chuva. Dia? São 3:37, plena madrugada.

Ele anda, anda, agita os braços. Ela segue fixa no mar. Agitado.

E assim ficam.

Quem precisa saber mais?

SP 22/10/01
Jean Boëchat


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