vino rosso   
      


A primeira vista foi numa janela.
A janela mais próxima, mas distante.
Um retrato tímido. Lento, estranho, laranja.

Não me pergunte sobre essa cor.
Foi estranhamente impessoal.

Um conhecer de primeiras impressões.
Um quê de letras binárias, impulsos elétricos.
Ah... são apenas, impressões.
São apenas.

Querer provar todos os sabores de imaginação.
Felicidades sem controle. Leveza.
Como velas ao mar.

Não me pergunte sobre essa viagem.
Foi completamente surreal.

Time Out?
Não sei. Nunca sei se é festa ou fantasia.

Foram todas mãos. São tantas palavras.
Quereres, viveres, estares.
Desejos.
Mas são apenas, detalhes. Erros de impressão.

Querer, enfim, olhar o mar.
Brisa de calma, carinho, fração.
Como os últimos segundos da gota ao cair no chão.

Sempre uma janela, farta de luz.

SP 21/12/00
Jean Boëchat




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