tempo   
      

pela ferida aberta
em mão aberta

pelo sangue rubro
que escorre rubro

coagula o tempo

pelo corte certeiro
naquele homem primeiro

pela dor enfurecida
naquela alma perdida

estrangula o tempo

pela tristeza desperta
em olhos cerrados

pela presteza cirúrgica
assim não morre tão cedo

o tempo

SP 20/02/02
Jean Boëchat


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