Distante das estrelas
Tu, em teu reluzente unicórnio: minha fada.
A galope, foges dos mouros,
seguindo ao teu castelo de cogumelos.
Oh, dama de farta luz, felicidade sonhadora.
Em teus anéis, o brilho de um reinado.
No coração, a dor de um povo.
Parte agora, princesa de todos os sonhos.
Enquanto isso, o que sobra?
Sobram as carnes quentes,
os rios claros, os morros velhos,
meu coração.
Vai no vento, senhora de todos nós,
vai de encontro à tua santa magia.
A magia que nos libertará,
escravos do vil destino, o amor.
Liberta-nos, amiga.
Assim espero.
SP 20/02/01
Jean Boëchat
|
anterior |
Índice |
próxima |