palmas
para os que amam sem medo
para os que não elocubram inutilidades
para os que respondem aos anseios.
para a platéia que assiste ardente ao suicídio.
para o suicida e sua morte mais que anunciada.
palmas
para a mulher e todo o sangue recolhido
para a mulher e toda a letra machucada
para as lágrimas, que caíram sem cessar.
para a assistência sibilante e sua chaga alucinada
para o espetáculo funesto.
palmas
para os poetas que não choram
para os doentes que não morrem
para os profetas que não erram.
para a tristeza acontecida
para o fim, da estranha, a vida.
palmas
SP 20/02/01
Jean Boëchat
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