clair de lune   
      


Ó Lua...
Lua sim.
De brilho simples.
Brilha em mim.
Clara face, seu jasmim, na noite assim, tem...
cheiro escuro, amanhecendo, bem no fim, lá...
vai...

Ó Lua...
Lua a mais.
Lua nua. De rapaz; só.
Envolvente e incapaz,
de viver.

Lá, onde só coração poderia esperar.
Lá, onde só os amantes teriam lugar.

Bem no fundo, onde eu, somente eu possa...
Ver qual sonho, que eu, somente eu possa...
Ter, como aquele, meu, que eu sonhei com você,
um dia,
vem, vem, vem.

E, então, eu vou: vou, para sempre, escapar e escapar.
Vou, vou partir, vou tentar, te buscar, eu vou.
Vou tentar, vôo ao céu, vou voltar... descendo até.
Onde estás?
Onde está o que eu quero, encontrar?

Vou, vou tentar viver...
vou, vou tentar não ver... Eu não sei... mais.

Ó Lua,
Lua cris.
Lua calma, faz feliz.
A minha alma, faz sorrir. Só.

Ó Lua,
Lua assim.
Toda tua, toda em mim.
Lua nossa, tenho enfim: encontrei. A paz, que não sei.

SP 18/04/00 (após dezenas de tentativas)
Jean Boëchat




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