soneto da tentativa   
      

santa, santa, santa liberdade de outrora
de ventos puros e fracos tempos
tanta, tanta, tanta saudade, senhora
eu minto, eu sofro, em santos tormentos

conta, conta, conta, vaidade demora
de tontas notas e emudecimentos
quanta, quanta, maldade em tal hora
eu sinto, morro, em tantos acontecimentos.

um amor perdido, vazio, se perde
e se perde em distância, só pede
a presteza louca, de estar junto.

um amor insano, no frio, não coube
e não coube no tempo, só soube
da tristeza pouca, de não estar junto.


SP 17/08/01
Jean Boëchat


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