a rainha e as batatas   
      


O plebeu gosta das batatas
de sua Rainha, nobre soberana.
A primeira de todas, a principal.

Seu poder absoluto
para guiá-lo pelos caminhos.
A peça mais poderosa
em todas as direções.

E o plebeu vem coroar:
tais batatas!

Epifanias de águas
seus longos cabelos,
o olhar materno,
seu povo.

Cortando cabeças,
fazendo filhos,
beijando mel,
cerzindo vidas.

A Rainha e seu plebeu.

Ele se ajoelha, reza e agradece:
tal merecimento.

A Dama rege.
De sol a lua, de vento a brisa.

Deus salve o plebeu.
E que a Rainha dê uma forcinha.

SP 17/01/01
Jean Boëchat




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