incompleta poética   
      

eu não sei o que faço comigo
se saio de mim
pra tomar um café, fumar um cigarro

os tempos são outros
um silêncio caminha bem junto

eu não sei o que faço de mim
se morro comigo
pra desarrumar a casa, sucumbir em derrota

os tempos são tantos
um coração pulsa bem perto

quero encher um corpo de poesia até esparramar
com um amor forte, masculino e sincero

quero desabotoar os medos e florescer a vida
com um amor simples, calmo e alegre

os tempos são tempos
uma canção flui bem serena
como o carinho de tua mão

siga incompleta, poética

SP 16/10/01
Jean Boëchat


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