nada a fazer   
      

nada a fazer
nada a viver
um silêncio profundo: tarde

o circo sem platéia
a luz do corredor
a corda do violino
o batuque

só pra revelar
o truque
a trama
o segredo sincero

nada a fazer
nada a viver
um silêncio profundo: tarde

o tempo sem o tic
o único dente do velho
o olho triste do cordeiro
atitude

só pra relevar
o muque
a cama
o ensejo, assim espero

SP 13/11/01
Jean Boëchat


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