o dia que não vai acabar nunca   
      

Toda a paixão massacrada
pela poeira e pelas pedras

Minhas garrafas quebraram por aí
Como as vidraças do mundo

E eu vendo estrelas pela clarabóia

Todo coração machucado
pela impotência de ser um só

Olhar pros lados,
tudo nublado

Olhar pra cima,
vermelho

O cisco explosivo. Sem justificativas.

Tudo, tudo ferido
pelo dia que não vai acabar nunca.

O mundo me fez pequeno, mínimo.

Mas eu vou encontrar alívio.
Fazer da fraqueza, a força. Vida.

Eu sigo seu conselho, Véio da Rosa, aquela flor.
Silêncio.

SP 11/09/01
Jean Boëchat


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