amor de desassossego   
      

Qual a justificativa para um crime contra a gramática?
Qual a razão para uma quebra de todos os príncipios?

Um amor assim, de desassossego,
ninguém pára ninguém segura.

Jogou para o alto todos os códigos
Desencanou das aprendizagens.
Não quis mais saber de quaisquer convenções.

Um amor assim, de desassossego,
ninguém prende ninguém segura.

Cansou de fracas teorias
Detonou toda falsa verdade.
Não quis mais saber de sermões precisos.

Qual a necessidade de um sentimento plausível?
Seria assim, suficiente, para um dia nublado?

Um amor assim, de desassossego,
ninguém domina ninguém segura, simplesmente: acontece.

SP 11/01/02
Jean Boëchat


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