malabares  
   

quando criança
fantasia de cidade
passava circo
passava parada
passava alegria

em suas ruas
de pedra
de lama
de vento
de vida

quando criança
ilusão de infância
passava sonho
passava doce
passava lua
passava alegria

em suas vidas
de pedro
de ana
de antonio
de maria

quando criança
quimeras de coração
passava jogo
passava ela
passava tarde
passava alegria

em seus amores
de tudo
de sempre
de palhaço, homem-bala, domador e trapezista

passavam malabares
tão óbvios, em frente da igreja.


SP 10/07/01
Poema (des)pretensioso sobre foto maravilhosa de Guto Araujo, tirada em Paris.
Jean Boëchat

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