claro, meio sem certeza   
      

fazer o meu trabalho
na argila, na areia, no metal
nas batatas

reconhecer meu talento
em perder poemas e
despejar palavras para o nada.

hoje está cada vez mais difícil,
pois a vida me chama.

vou morrer e nascer de novo
em ritual consagrado,
meio macunaímico,
em cadeia nacional.

eu sempre soube
estava descrito
acho que num pobre folhetim.

ou não.

mas sei que já não sou mais o mesmo.
isso é claro,
meio sem certeza.

viva a poesia!

SP 10/07/01
Jean Boëchat


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