a queda   
      


Hoje e quando
Sem anos de solidão.
Passo planos
Um calor de chuva brota do chão.
Tais versos mais simples
alguns plenos,
Sementes frescas de alucinação.
Faço, construo, vasculho e busco.
Quando não tem, invento.
E fica assim no ar, pedindo resolução.
Brigo com o medo
não tem jeito,
o rio tem que enfrentar.
Quando bater desesperos
olhar para frente,
e, assim, mergulhar.
Simplesmente, ir.

SP 08/06/00
Jean Boëchat




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