abre os braços
abre os braços e vem se jogar
vem se jogar aqui
abre os braços
abre os braços como se fosse voar
voar prá lá
como um sonho, como o sono da manhã
quando a gente pensa que está acordando,
mas está dormindo.
quando a gente pensa que está morrendo,
mas está vivendo.
renascimento de poesia
abre os braços
abre os braços e vem planar
vem planar aqui
sobre meu corpo novo
sobre minha vida nova
sobre um sorriso brilhante
das crianças que brincam
das infâncias que gritam
das bailarinas sofrendo na ponta do pé, a sorrir, sempre.
abre os braços
abre os braços e vem perceber
vem perceber o azul
sobre meu canto intenso
sobre minha palma suada
sobre um desvio instante
do tempo que já passou
da estrada que está sozinha
do ponteiro que dribla, a sorrir, sempre.
abre os braços
abre os braços e vem...
SP 07/04/03
Jean Boëchat
|
anterior |
Índice |
próxima |