palavras   
      


Quando o medo me alcança,
quando o frio me queima,
te procuro, palavras.

Contigo, nunca estar perdido.
Contigo, sempre protegido.

Longe de ser um mestre,
longe de ser um aprendiz, que seja,
sou eu, só eu. Mim.

Para alguma coisa eu fui feito, Deus queira para ti, palavras.
Mesmo que só eu reconheça.
Mesmo que só eu te conheça,
tábua de minha salvação, primeiras impressões.

Quando me perco nos homens,
quando me assusto nos dias,
te procuro, poesia.

Contigo, seguro, adormecido.
Contigo, de tudo, entorpecido.

Longe de ser um ourives,
longe de ser um lenhador, que seja,
sou eu, só eu. Mesmo.

E de você, faço o trabalho do meu coração.
Eternamente grato.

SP 05/11/00
Jean Boëchat




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