é quando...   
      

engulo beijos de tarde
vejo flores coloridas
entro numa estrada
crianças em preto-e-branco

lágrimas na ponta dos dedos
ombros nus passando ao largo
cidades diferentes num vôo vazio
altas doses de cafeína

perco o rumo ao volante
certa música ataca de repente
sol pela janela
chuva pelos braços

um cigarro, de vez em quando
olhar certeiro
grama verdinha, para deitar
cheiro de vida

tanta coisa, tanta coisa
que nem sei

é quando bate a saudade.

SP 05/02/02
Jean Boëchat


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