Hoje   
      


Sinto o medo urbano. O inferno.
Nunca senti isso.
Não é apenas um medo de metralhadora.
É um medo dessas pragas.
Que dias! Meu Deus... que dias.
Me sinto vítima de todas essas violências.
Tragédias, fatalidades, acidentes, falta de educação.
Nunca senti o medo. É estranho, ele tão próximo.
As pragas estão sempre perto, à espreita.
É o tiro, a doença, a tristeza, o choque.
Chega.
Não agüento mais.
Que Deus proteja meus amigos. E meus inimigos. Meus amores.

SP 04/11/99
Jean Boëchat




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