lembre quem vive:
os tempos são outros
de amores não verdadeiros
de ásperas incertezas
cortam a garganta
arranham as palmas
ferem os pés
lembre quem vive:
os tempos são outros
de secura nos lábios
de agudas clarezas
cegam os olhos
invadem as almas
explodem os pensamentos
lembre quem vive:
os tempos são outros
SP 04/08/08
Jean Boëchat
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