menina do gato verde   
      

A menina do gato verde
dos olhos claros
daqueles dedos.

É aquela menininha.

Sim? Aquela de junho.

Que aposta em qualquer azarão,
que aumenta as histórias,
que inventa tortos desejos,
e sai chutando bagres na areia.

Ô menina! Faz isso não!

Menina do gato verde. Tum!

Que sabe tudo,
que a inflação tá que tá,
que não vive sem amigos,
ou que parte pra briga, sem dó.

Ô menina! Faz isso não!

Menina do cachorro cinza. Bum!

É aquela menininha.

Não! É aquela de junho!

Que prendeu a mão na porta,
que andou de casaco de pele,
que dançou discoteque
e que eu vivo amando sem fim.

É aquela assim.
Eternamente no colo do avô.
E sempre no meu coração.

Menina do gato verde,
este gato é meu. Devolve!

SP 04/06/01
Jean Boëchat




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