De onde vem, pra onde vai
não sei, não sabe, não quer ligar.
Renascida de cinzas
de cores de luzes
é brilhante: clara e única.
Mesma variação de primavera
de margaridas em pétalas
de calorzinho assim: firme, forte, bela e quase dependente.
Quando vem, quando vai
não sei, não sabe, não quer retornar.
No céu aponta: estrela.
Cativa suave, seduz dispersa
para resolver todos os problemas.
E lá, é soberana.
De sabor intrínseco, na pele,
no corpo: desejo de viver e enfrentar. Intensamente.
Vem? Vai?
Ninguém sabe.
Apenas quer chegar: vida nova.
SP 03/10/04
Jean Boëchat
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