o 4º poema bêbado   
      


Esta noite vi.
A Lua virada.
O carro virado.
O escuro envolvente.
Uma velha paixão.

Meus pés saltaram.
Sob uma terna saudade.

Nesta noite vi, num céu quase sem estrelas, a presença meridional.
Aquece o inverno do meu coração, mesmo que seja outono.

Hoje: Noite, eu sei de tudo. Pode perguntar.

SP 01/04/00
Jean Boëchat




| anterior | Índice | próxima |


©Mariana Newlands e Jean Boëchat [ Todos os direitos reservados ]